Lendo o Parecer CNE/CP nº 29, de 03/12/2002, me dei conta do quão ultrapassada é a base teórica da educação brasileira, quando é mencionada a observação de Fernando de Azevedo, em seu clássico A cultura brasileira, que observa que o Príncipe Regente, D. João VI, ao criar no Brasil, em 1810, “como escolas técnicas, as academias médico-cirúrgicas, militares e de agricultura”, objetivou, na realidade, “criar interesses pelos problemas econômicos, imprimir à cultura um novo espírito, melhorar as condições econômicas da sociedade, e quebrar os quadros de referência a que se habituara, de letrados, bacharéis e eruditos” e que revelavam o traço cultural predominante das nossas elites. Mudou alguma coisa hoje? Segundo o próprio documento das “Diretrizes Curriculares de Tecnólogos (parecer CNE 0292002)”, “Esse panorama não mudou muito ao longo destes últimos dois séculos de história nacional”.
A Evolução da Educação no Brasil
5 de dezembro, 2010